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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Mudra da semana: Abhaya-mudra

Abhaya-mudra
O gesto da proteção ou destemor; a mão direita fica erguida e com os dedos levantados. Associado à benevolência do buddha Shakyamuni, que domou um elefante selvagem com este gesto. Também é o gesto do dhyani-buddha Amoghasiddhi. (Fonte: dharmanet)

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Mudra da semana: Buddha-shramana-mudra

Buddha-shramana-mudra
O gesto da renúncia de Buddha, da eliminação do apego. Semelhante ao abhaya-mudra, mas a mão direita fica sobre o joelho ao invés de erguida. Kashyapa, o sexto buddha, que atingiu a iluminação sobre uma árvore banyan, é representado fazendo este gesto. (fonte: dharmanet)

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Mudra da semana: Dharma-chakra-mudra

Dharma-chakra-mudra
O gesto da roda do Dharma; ambas as mãos fazendo o gesto anterior. Este gesto é associado ao ensinamento de buddha Shakyamuni, ao futuro buddha Maitreya e, às vezes, é utilizado em representações do dhyani-buddha Vairochana. Este gesto também é usado para representar o terceiro buddha, Vishvabhu, que atingiu a iluminação sob uma árvore sala. (fonte: dharmanet)

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Dica de arte: "O Buddha", de Odilon Redon

Ao ouvirmos as palavras “arte” e “budismo” em uma mesma frase, dificilmente uma obra ocidental é a primeira a vir à mente. Isso não chega a surpreender, pois as tradições estéticas asiáticas, quando ligadas ao Dharma, são de uma riqueza iconográfica e simbólica embasbacantes. Contudo, alguns exemplos da arte européia, mesmo que esparsos no tempo e espaço, são dignos de admiração como legítimos instrumentos de difusão dos ensinamentos do Buddha. O livro “Siddharta”, de Herman Hesse, é um exemplo notório. Outro trabalho ocidental, este no campo das artes plásticas, deve ser resgatado e devidamente contemplado como uma prova viva do potencial universal da mensagem budista.

O quadro “O Buddha”, de Odilon Redon (1840-1916), causou forte impacto no mundo das artes. Pintado em 1905, com pastel sobre papel, representou o ápice da proposta estética revolucionária do pintor francês. Sua linguagem visual bastante original, que veio a ser vinculada à escola simbolista, representou um forte golpe no academicismo europeu.

A afinidade entre a proposta artística ousada de Redon e a filosofia budista, acabou se mostrando um desdobramento natural. Os traços nebulosos, as cores inebriantes e o caráter onírico de sua obra, vieram a confrontar o materialismo ocidental, de origem cartesiana, se alinhando em perfeita harmonia à noção budista da inanidade, shunyata em sânscrito. “O Buddha” é o trabalho síntese desta concepção de mundo de Redon. Um visionário, em suma, que como todos os homens à frente de seu tempo, sofreu com a incompreensão de seus contemporâneos.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Mudra da semana: Bhumi-sparsha-mudra

Bhumi-sparsha-mudra
"O gesto de tocar a terra; as pontas dos dedos da mão direita tocam o chão. Associado à firmeza inabalável do buddha Shakyamuni que, logo após atingir a iluminação, invocou a terra como testemunha de sua iluminação. Também é o gesto do dhyani-buddha Akshobhya. Vipashyin, o primeiro buddha, que atingiu a iluminação sob uma árvore patali, é representado fazendo este gesto com as duas mãos." (fonte: Dharmanet)

domingo, 31 de maio de 2009

Mudras

Em um primeiro contato com o Budismo Tibetano, o que chama mais atenção do observador ocidental é justamente sua impressionante riqueza iconográfica e ritualística. Contudo, o olhar desfamiliarizado, entregue à perspectiva do exótico, dificilmente é capaz de compreender o real significado destas práticas milenares.

É preciso, acima de tudo, ter em mente o papel crucial desempenhado pela linguagem alegórica nas escolas Mahayana. Um exemplo claro desta tendência são os mudras, gestos simbólicos associados aos Buddhas. São posicionamentos de mão, muito comuns em rituais, que têm uma função especial na tradição Vajrayana: fazer oferendas e criar uma conexão mística como o Tathãgata, que é invocado com a repetição dos mantras.

Após muito garimpar, achei o vídeo abaixo, onde mudras menos conhecidos são ensinados de forma muito clara e simples. Ele é raro justamente por ser ensinado em inglês, já que a esmagadora maioria dos vídeos sobre o tema são falados em línguas orientais, como o mandarim e o japonês.



A partir de hoje, o blog Gelug contará com uma nova seção. A cada semana, uma explicação de um mudra importante, com imagem ilustrativa, será postada. Assim, o leitor se tornará, gradativamente, capaz de fazer uma leitura um pouco mais profunda da iconografia e ritualística budista.